ORIGENS DE PORTUGAL
OS primeiros habitantes da Península Ibérica foram os íberos, desde 3000 da era comum, seguidos dos lígures e dos celtas. Na Antiguidade, a região foi colonizada por gregos e depois por romanos, que introduziram a língua latina e o cristianismo. Com a queda do Império Romano, no início da Idade Média, a Península Ibérica foi conquistada pelos bárbaros germânicos, destacadamente os visigodos que assimilaram muito da cultura latina, especialmente o cristianismo.
Contudo, a partir do século VII, a região foi invadida pelos árabes, levados pela propagação do islamismo, e os cristãos visigodos foram empurrados para o norte. Lá, fundaram o Reino das Astúrias, onde organizaram a resistência aos árabes. Durante vários séculos foram feitas investidas em nome da religião cristã, visando expulsar os muçulmanos das terras ibéricas. Essa luta denominou-se Guerra de Reconquista e somente terminou no século XV, em 1492, quando os árabes foram definitivamente expulsos da Península.
No período feudal, bastante religioso, eram os nobres, imbuídos de idealismo e espírito cristão de aventura, que lideravam a luta contra os árabes. Durante a Reconquista, destacaram-se os nobres franceses D.Raimundo e seu primo D.Henrique de Borgonha, que lutaram sob o comando do rei de Leão, D.Afonso VI. Em retribuição aos serviços prestados, D.Henrique recebeu em casamento a filha de D.Afonso, Dona Teresa e um feudo entre os rios Minho e Tejo, na costa atlântica.
Denominado Condado Portucalense, esse território foi pouco a pouco buscando sua autonomia do Reino de Leão. O filho de D.Henrique, D.Afonso Henriques, proclamou Portugal independente, em 1139, anexando ao novo reino outros territórios conquistados aos árabes.
Nascia, pois, em 1139, o Reino de Portugal e sua primeira dinastia, com o Rei Afonso I de Portugal (D. Afonso Henriques). Só a 5 de Outubro de 1143 é reconhecida independência de Portugal pelo rei Afonso VII de Castela, no Tratado de Zamora, assinando-se a paz definitiva. Desde então, D. Afonso Henriques (Afonso I) procurou consolidar a independência por si declarada. Fez importantes doações à Igreja e fundou diversos Conventos. Dirigiu-se ao Papa Inocêncio II e declarou Portugal tributário da Santa Sé, tendo reclamado para a nova monarquia a protecção pontifícia. Em 1179 o Papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum, reconhece a existência de Portugal como país independente e vassalo da Igreja Católica Apostólica Romana.
Na continuação das conquistas procurou também terreno ao sul, povoado, até então, por Mouros e, após ver malograda a primeira tentativa de conquistar Lisboa em 1142, feito que só conseguiu realizar em 24 de Outubro do mesmo ano, após conquistar Santarém no dia 15 de Março com o auxílio de uma poderosa esquadra com 160 navios, e um contingente de 12 a 13 mil cruzados que se dirigiam para a Terra Santa.
Na continuação das conquistas procurou também terreno ao sul, povoado, até então, por Mouros e, após ver malograda a primeira tentativa de conquistar Lisboa em 1142, feito que só conseguiu realizar em 24 de Outubro do mesmo ano, após conquistar Santarém no dia 15 de Março com o auxílio de uma poderosa esquadra com 160 navios, e um contingente de 12 a 13 mil cruzados que se dirigiam para a Terra Santa.
FONTES DOS TEXTOS:
VICENTINO, C. História, memória viva: Brasil, período colonial e Independência. São Paulo: Scipione, s/d.
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