quinta-feira, 5 de julho de 2007

600 ANOS DO NASCIMENTO DO INFANTE DOM HENRIQUE

nascido em 4 de Março de 1394;
falecido em 13 de Novembro de 1460.
Infante de Portugal, 5.º filho d'el-rei D. João I, e da rainha sua mulher, D. Filipa de Lencastre; grão-mestre da ordem de Cristo, duque de Viseu, fronteiro-mor de Leiria, cavaleiro da ordem da Jarreteira, de Inglaterra, senhor da Covilhã, de Lagos e de Sagres, do Algarve, de cujo reino foi governador perpetuo. N. no Porto a 4 de Março de 1394, fal. em Sagres a 13 de Novembro de 1460.

Dedicou-se muito ao estudo das Matemáticas, e em especial ao da Cosmografia, quando estas ciências apenas começavam a ser conhecidas na Europa, e que ele fez cultivar em Portugal. Foi devido a esses estudos, ás meditadas informações que alcançou de seu irmão D. Pedro, que viajara na Europa e na Ásia, e à leitura dos escritores antigos, que no seu espírito se formou a certeza de que ao norte do Senegal, então considerado braço do Nilo, existiam povos hereges, que comerciavam entre si. Levar a luz cristã ao espírito desses povos e colher fruto do seu comércio, foi o grandioso plano do infante.

Contava apenas 21 anos de idade quando D. João I determinou armá-lo cavaleiro e aos seus dois irmãos D. Duarte e D. Pedro, com as festas publicas de grande solenidade, segundo o costume daqueles tempos. Mas o infante D. Henrique desejava antes receber as armas em verdadeira guerra, para onde o arrastava a sua inclinação e valor. O monarca louvou-o muito, e quando se pensou na tomada de Ceuta, a maior e a mais fortalecida praça de toda a Mauritânia, os três infantes tomaram parte, distinguindo-se na renhida batalha realizada em 21 de Agosto de 1415, sendo e infante D. Henrique quem ainda mais se distinguiu. Foi o comandante da frota do Porto, e o primeiro que saltou em terra. No dia 25 do referido mes de Agosto seu pai o armou cavaleiro da ordem de Cristo. D. João I saiu de Ceuta com a armada em 2 de Setembro seguinte, e pouco dias depois ancorou em Tavira, no meio das jubilosas aclamações do povo. Reunindo ali os seus filhos, declarou querer remunerar-lhes o grande serviço que tinham prestado. Ao príncipe D. Duarte, como herdeiro da Coroa, nada podia oferecer que fosse de maior valor; mas a D. Pedro conferiu-lhe o título de duque de Coimbra, e o senhorio de Montemor-o-Velho, Aveiro e outras terras que daí em diante, por constituírem o apanágio da sua categoria, passaram a denominar-se do Infantado; o infante D. Henrique foi feito duque de Viseu e senhor da Covilhã. O título de duque era então desconhecido em Portugal. Foi a conquista de Ceuta que vem ainda mais fixar os vagos desejos do infante D. Henrique de desvendar os mistérios do oceano. Portugal, efectivamente, formava nessa época, para o ocidente o extremo do mundo conhecido. O mar para o ocidente e para o sul era a região dos profundos misteriosos, povoado de terrores e de visões fantásticas. Foi na expedição de Ceuta, em que ele apenas viu primeiro como seus irmãos o ensejo de praticar brilhantes feitos de armas, e de conquistar dignamente as suas esporas de cavaleiro, que não tardou a achar também estímulo para empresa de maior alcance. Ceuta era um empório do comércio entre a Ásia, a Africa e a Europa. Além de todas as razões que já tinha para tentar estas novas aventuras, não deixou também de actuar no seu espírito a razão comercial. Como de costume foi o infante D. Pedro o confidente das intenções de seu irmão, e não se esqueceu de auxiliá-las. Em 1416 saiu do reino para viajar, e quando regressou em 1428, trouxe-lhe um tesouro precioso, o livro manuscrito das viagens de Marco Pólo com que o presenteara a senhoria de Veneza. O infante D. Henrique, em 1416 ou 1419, fundou uma vila no promontório de Sagres, para onde foi viver; começou a encarar as ondas do Oceano Atlântico, e a pensar na forma de intentar por elas as suas expedições descobridoras. Chamou do estrangeiro um cosmógrafo celebre, Jaime de Maiorga, e auxiliado por ele, entregou-se com fervor ao estudo. A vila ficou conhecida por Vila do Infante, e actualmente tem o nome de Sagres. D. Henrique estabeleceu ali uma escola de cosmografia e de navegação que foi frequentada pelos cavaleiros da sua casa, e por outros homens que se entusiasmavam pelas suas empresas. Ainda que não tivessem a forma regular dum curso aqueles estudos, contudo a conversação do infante, de Jaime de Maiorga, e de outros homens célebres que se agrupavam em redor do filho de D. João I, seria altamente instrutiva para os cavaleiros que os escutavam, e foram os mesmos que depois guiaram as caravelas de D. Henrique nos seus empreendimentos. Na vila, também o infante estabeleceu estaleiros e oficinas de construção naval, e erigiu o primeiro observatório astronómico que existiu em Portugal. Dentro da povoação havia uma capela dedicada a N. Sr.ª da Conceição, e fora a igreja de Santa Catarina, acima do porto onde desembarcavam os que vinham nos navios, e para que os mareantes que ali morressem, fossem enterrados no cemitério dela.

Estavam pois reunidos todos os, elementos precisos para se levar a efeito a empresa intentada pelo infante. Recursos não lhe faltavam; como grão-mestre da ordem de Cristo, podia aplicar os imensos rendimentos dessa cavalaria religiosa a expedições em que tanto lucrava a propagação da fé cristã. Armado com as informações que obtivera em Ceuta, decidiu-se a mandar todos os anos alguns navios tentar explorações para o sul. Começou então a série de descobrimentos, que deviam levar o pendão das quinas aos confins da terra, e imortalizar a memória do infante D. Henrique. Em 1418 Bartolomeu Perestrelo descobriu a ilha do Porto Santo, cuja capitania lhe foi confiada com permissão de el-rei; e João Gonçalves Zarco acompanhado de Tristão Vaz Teixeira encontrou a Madeira; estas ilhas, contudo, e a dos Açores, está provada já serem conhecidas, tendo sido descobertas no tempo de D. Afonso IV. Quando os navegadores voltaram ao reino trazendo notícias maravilhosas do que tinham visto. D: João I e o infante rejubilaram; este por ter conseguido o fim a que aspirava, aquele pela glória e proveito que destes descobrimentos provinham para o país, ilustrando o seu reinado. D. Henrique, porém, não se limitou a dirigir as navegações, procurou colonizar as ilhas que se iam descobrindo. A Madeira, principalmente, mereceu‑Ihe os maiores desvelos. Anos depois, em 1432, Gonçalo Velho Cabral, comendador de Almurol, encontrou as ilhas dos Açores. No entretanto, não eram as ilhas do Atlântico que cativavam os cuidados do infante; o que mais o preocupava era esse mar tenebroso, que os mareantes da Idade Média julgavam impossível de transpor. Passar além do cabo Bojador, julgava-se impossível. Vinte tentativas se haviam feito para dobrar o cabo, mas os navegantes sempre recuavam por terror supersticioso. Finalmente, D. Henrique armou uma barcha, cuja capitania confiou a Gil Eanes, seu escudeiro, que partiu cm 1433 cheio de terror, e voltou sem nada ter adiantado. Aportando às Canárias, retrocedeu com uns cativos, convencido de que ir além, era empresa que Deus puniria com severidade. Instado pelo infante, tornou a embarcar em 1434, e vencendo o terror, teve a fortuna de dobrar o cabo fatídico. (V. Eanes, Gil). Este facto ficou registado como a data mais memorável da história das nossas descobertas. As navegações continuaram, recomendando sempre o infante aos navegantes nas suas instruções, que estudassem minuciosamente as costas que percorriam, colhessem o maior número possível de informações, e sobretudo não deixassem de procurar saber onde vivia o famoso Prestes João das Índias. Em 1436 Afonso Gonçalves Baldaia, copeiro de D. Henrique, percorrendo a costa ao sul do Bojador, descobriu o Rio do Ouro, e desembocando na Angra dos Cavalos, continuou navegando para o sul, e chegou à Pedra da Galé. Distraiu-o desta ocupação, que foi a sua glória, a infeliz empresa de Tânger, em que ele foi com seu irmão, o infante D. Fernando, que por ser ainda muito criança não pudera acompanhar el-rei seu pai e seus irmãos na tomada de Ceuta. Obtida a licença de el-rei D. Duarte, partiram ambos os irmãos a 22 de Agosto de 1437 para Tânger, com uma esquadra e um exército bem pouco proporcionado à grandeza da empresa que iam tentar. Foi uma fatalidade, de que resultou o cativeiro e morte do infante D. Fernando, que ficou conhecido pelo cognome de infante santo (V. Fernando, D.) Regressando a Portugal, por ordem do monarca seu irmão, D. Henrique continuou com os descobrimentos. Em 1441 Nuno Tristão descobriu o Cabo Branco, em 1443 a ilha de Arguim, onde se estabeleceu uma feitoria, e em 1445 visitou a costa da Senegâmbia, chegando até Palmar. A seguir, Diniz Dias dobra o Cabo Verde; João Fernandes, em 1445, que sendo cativo em Mauritânia, aprendera o árabe, penetra no interior do Sudão e chega ao país dos Tuaregues, sendo o primeiro europeu que explorou o interior do continente negro até Taguor; no ano seguinte, 1446, Álvaro Fernandes descobre a Serra Leoa, e reconhece a ilha de Gorea; em 1457 o veneziano Luís de Cadamosto e o genovês António Nola, ambos ao serviço do infante, descobriram a Gambia; em 1460 Diogo Gomes descobriu o arquipélago de Cabo Verde, que Cadamosto pretendia haver descoberto, e que mais tarde se provou não ser verdade, pela relação do próprio Diogo Gomes publicada em 1847 pelo Dr. Schmelles, de Munique.

A fama de D. Henrique chegara às nações estrangeiras e muitos homens ávidos de aventuras, vinham pedir-lhe emprego nas suas caravelas. Devotado apaixonadamente às ciências cosmográficas, D. Henrique foi o maior matemático do seu tempo; aplicou utilmente o astrolábio à navegação, e inventou as cartas planas. Quando se reformou a Universidade, em 1431, estando em Lisboa, fez-lhe doação por escritura da 12 de Outubro, dumas casas que comprara na freguesia de S. Tomé, para nelas se lerem as ciências que eram então aprovadas, e teve o cuidado de distribuir ordenadamente as diversas salas para os diversos exercícios escolares. Em 25 de Março de 1448 fez mercê à mesma Universidade de 12 marcos de prata, anuais, e consignados nos dízimos da ilha da Madeira, para salário da cadeira de prima de teologia. Esta mercê foi confirmada por carta de 12 de Setembro de 1460, pelo que se lhe deu o título de Protector dos Estudos em Portugal. 0 infante D. Henrique deixou um nome glorioso, e à, sua pátria uma herança sublime. Foi o vulto mais brilhante da história da Idade Média, o homem que deve simbolizar para a história a glória dos descobrimentos.

Apesar de não ter nunca sulcado as ondas do Oceano; senão para as suas expedições de conquista africana, teve o cognome de Navegador, e na verdade bem merecido, porque a ele se deve o primeiro impulso e o grande incitamento das grandes navegações, que tanto contribuíram para o progresso da civilização, que ampliaram tanto o conhecimento do mundo. Faleceu em Sagres, conforme dissemos, no estado de solteiro. Seu corpo foi primeiramente depositado na igreja de Lagos, sendo dali trasladado para o convento da Batalha em 1461, pelo infante D. Fernando, seu sobrinho, filho de el-rei Duarte, a quem pouco tempo antes havia constituído herdeiro e adoptara como filho. D. Fernando veio a casar com sua prima D. Beatriz, filha do infante D. João, e foi o pai de D. Diogo, duque de Viseu, e de D. Manuel, duque de Beja, e rei de Portugal (V. Beja, duques de). Sobre o túmulo vê-se a sua estátua de pedra, que em relevo o representa ao natural, vestido de armas brancas. e coroado de coroa real entretecida de folhas de carvalho, e uma rosa no meio; tem nela três escudos: o primeiro com as armas do reino de Portugal e as suas, e nos outros dois as insígnias das duas ordens que professara, de Cristo e da Jarreteira. Foram sua divisa uns ramos pequenos, e curtos como de carrasco com seus frutos pendentes, e por mote em língua francesa as palavras: Talent de bien faire. Esta divisa também se vê no túmulo, tendo por baixo numa só linha, em todo o comprimento do túmulo, um epitáfio em letra alemã. El-rei D. Manuel lhe mandou colocar também seu retrato na estátua de mármore sobre a coluna, que divide a porta travessa da igreja de Belém, como fundador da antiga ermida de Nossa Senhora do Restelo, que existiu primeiro naquele local.

Para perpetuar a memória do infante D. Henrique, erigiu-se em Sagres um monumento modesto. A portaria tem a data de 8 de Abril de 1836, reinando D. Maria II, e é referendada pelo então ministro do reino, marquês de Sá da Bandeira. 0 escultor do monumento foi Manuel Simões. Consta duma lápide de mármore com 10 palmos e meio de altura e 5 e meio de largura, embutida na parede sobre a porta interior da entrada principal da fortaleza de Sagres. Este corpo é dividido em dois planos, tendo o superior. em meio relevo, o escudo das armas do infante com a legenda Talent de bien faire e uma esfera armilar à direita e um navio à vela, à esquerda. 0 plano inferior compreende duas almofadas, na do lado esquerdo com uma inscrição latina e na do direito com a versão em português. Esta lápide foi lavrada no arsenal da marinha, levando o fabrico mais de três anos. 0 encarregado de a levar a Sagres, foi o capitão-de-mar-e-guerra Lourenço Germach Possolo. A colocação do monumento realizou-se solenemente a 21 de Julho de 1840, assistindo a câmara municipal, o capelão e a oficialidade de guarnição, o governador da praça, e outras pessoas. Em 1844, o abade titular de Santa Eulália de Rio de Moinhos, António Dâmaso de Castro e Sousa, mais conhecido pelo abade de Castro, requereu ao governo para ser colocada uma estátua do infante D. Henrique na sala do risco do arsenal de marinha, e sendo nomeada uma comissão para estudar o assunto, decidiu ela que a estátua devia ser levantada de Belém. Afinal nada se fez, até que, na sessão da Sociedade de Instrução no Porto, realizada em 4 de Março de 1882, houve uma proposta para que se erigisse uma estátua ao grande navegador. Depois de muitos trabalhos e contrariedades, constituiu-se em 1892 uma grande comissão que dedicadamente trabalhou, celebrando-se no Porto, sua terra natal, o centenário do infante D. Henrique com toda a solenidade e brilhantismo. Efectuaram-se as festas nos dias 1, 2, 3 e 4 de Março de 1894, sendo os dias 3 e 4 considerados de grande gala, por decreto de 28 de Fevereiro de 1894. No dia 4 foi solenemente assente a primeira pedra no momento, na praça do Infante D. Henrique, assistindo a esta cerimónia suas majestades el-rei senhor D. Carlos e a rainha senhora D. Amélia, representantes do governo, autoridades, etc. 0 monumento é obra do escultor Tomás Costa, e inaugurou-se, também com a assistência da família real, em31 de Outubro de 1900.

Publicou-se no Porto em 1894 um livro, 0 centenário do infante D. Henrique, comemorativo do centenário henriquino, profusamente ilustrado, com muitos artigos e notícias curiosas. Em Londres, no ano de 1868, publicou-se uma grandiosa obra intitulada: The life of Prince Henry of Portugal, surnamed the navigator, de que é autor Richard Henry Major. No Archivo Pittoresco, vol. IX vem a biografia do infante D. Henrique, escrita por Luís Augusto Rebelo da Silva. Também se encontram artigos no Summario de varia historia, do Dr. José Ribeiro Guimarães, vol. IV, pág. 50; nos Varões e Donas; Occidente de 1894, número dedicado ao centenário henriquino, etc.
FONTE DO TEXTO:
http://www.arqnet.pt/dicionario/henriquei.html Baseado em "Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico", Volume III, págs. 901-903.
Acesso em 06 de julho de 2007.

8º centenário da Independência e 3º da restauração de Portugal (RHM C160, C162)

ORIGENS DE PORTUGAL

OS primeiros habitantes da Península Ibérica foram os íberos, desde 3000 da era comum, seguidos dos lígures e dos celtas. Na Antiguidade, a região foi colonizada por gregos e depois por romanos, que introduziram a língua latina e o cristianismo. Com a queda do Império Romano, no início da Idade Média, a Península Ibérica foi conquistada pelos bárbaros germânicos, destacadamente os visigodos que assimilaram muito da cultura latina, especialmente o cristianismo.
Contudo, a partir do século VII, a região foi invadida pelos árabes, levados pela propagação do islamismo, e os cristãos visigodos foram empurrados para o norte. Lá, fundaram o Reino das Astúrias, onde organizaram a resistência aos árabes. Durante vários séculos foram feitas investidas em nome da religião cristã, visando expulsar os muçulmanos das terras ibéricas. Essa luta denominou-se Guerra de Reconquista e somente terminou no século XV, em 1492, quando os árabes foram definitivamente expulsos da Península.
No período feudal, bastante religioso, eram os nobres, imbuídos de idealismo e espírito cristão de aventura, que lideravam a luta contra os árabes. Durante a Reconquista, destacaram-se os nobres franceses D.Raimundo e seu primo D.Henrique de Borgonha, que lutaram sob o comando do rei de Leão, D.Afonso VI. Em retribuição aos serviços prestados, D.Henrique recebeu em casamento a filha de D.Afonso, Dona Teresa e um feudo entre os rios Minho e Tejo, na costa atlântica.
Denominado Condado Portucalense, esse território foi pouco a pouco buscando sua autonomia do Reino de Leão. O filho de D.Henrique, D.Afonso Henriques, proclamou Portugal independente, em 1139, anexando ao novo reino outros territórios conquistados aos árabes.
Nascia, pois, em 1139, o Reino de Portugal e sua primeira dinastia, com o Rei Afonso I de Portugal (D. Afonso Henriques). Só a 5 de Outubro de 1143 é reconhecida independência de Portugal pelo rei Afonso VII de Castela, no Tratado de Zamora, assinando-se a paz definitiva. Desde então, D. Afonso Henriques (Afonso I) procurou consolidar a independência por si declarada. Fez importantes doações à Igreja e fundou diversos Conventos. Dirigiu-se ao Papa Inocêncio II e declarou Portugal tributário da Santa Sé, tendo reclamado para a nova monarquia a protecção pontifícia. Em 1179 o Papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum, reconhece a existência de Portugal como país independente e vassalo da Igreja Católica Apostólica Romana.
Na continuação das conquistas procurou também terreno ao sul, povoado, até então, por Mouros e, após ver malograda a primeira tentativa de conquistar Lisboa em 1142, feito que só conseguiu realizar em 24 de Outubro do mesmo ano, após conquistar Santarém no dia 15 de Março com o auxílio de uma poderosa esquadra com 160 navios, e um contingente de 12 a 13 mil cruzados que se dirigiam para a Terra Santa.

FONTES DOS TEXTOS:

VICENTINO, C. História, memória viva: Brasil, período colonial e Independência. São Paulo: Scipione, s/d.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_de_Portugal

sábado, 28 de abril de 2007

OS DESCOBRIMENTOS

ROTEIRO:

8º centenário da Independência e 3º da restauração de Portugal (RHM C160, C162)

600 anos do nascimento do Infante Dom Henrique

5º centenário de Isabel da Espanha

Recordação da partida de Colombo

Descobrimento das Américas e do Brasil (Cabral e Colombo)

500 anos da assinatura do Tratado das Tordesilhas

500 anos do descobrimento da América (caravelas + Colombo)

5º centenário do nascimento de Pedro Álvares Cabral (frota+Cabral; 1ª missa)

150 anos do nascimento do pintor Victor Meirelles (1ª missa)

Comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil (mapa+caravela)

Comemoração do 5º centenário do descobrimento do Brasil

500 anos do descobrimento da América: Fernão de Magalhães e Francisco Orellana

Bandeiras históricas: bandeira da Ordem de Cristo


LUBRAPEX 500/ 500 anos do descobrimento do Brasil (índios + portugueses)

CULTURA INDÍGENA - ARMAS
PRESERVAÇÃO DA CULTURA INDÍGENA

Pintura corporal
Embora os europeus dissessem que os índios andavam nus, nada mais estranho para estes que tal idéia. Não precisavam cobrir o corpo, mas as pinturas corporais funcionavam como um código social: cada uma delas indicava uma situação específica (guerra, nascimento de filhos, ritos, luto etc.). Para os que conheciam o código, a pintura informava mais sobre seu estado que as roupas européias. Além disso, também facilitava a comunicação entre tribos que não falavam a mesma língua. Isto porque os índios não se pintavam aleatoriamente, mas usavam motivos baseados na natureza. Padrões como a espinha de peixe, a casca de jabuti, os rastros da cobra, do veado e da onça eram comuns a muitas tribos.




FONTES:


CULTURA INDÍGENA - YANOMANI


sexta-feira, 27 de abril de 2007




ARTE MARAJOARA


A Ilha de Marajó, a maior ilha fluvial do mundo, é cercada pelos rios Amazonas e Tocantins e pelo Oceano Atlântico. localiza-se no estado do Pará, região norte do Brasil. Foi habitada por vários povos desde, provavelmente, 1100 a.C.

De acordo com os progressos obtidos, esses povos foram divididos em cinco fases arqueológicas. A fase Marajoara é a quarta na seqüência da ocupação da ilha, mas é sem dúvida a que apresenta as criações mais interessantes.

A Cerâmica Marajoara é fruto do trabalho dos índios da Ilha de Marajó. A fase mais estudada e conhecida se refere ao período de 400/1400 dC.

Os índios de Marajó faziam peças utilitárias e decorativas. Confeccionavam vasilhas, potes, urnas funerárias, apitos, chocalhos machados, bonecas de criança, cachimbos, estatuetas, porta-veneno para as flechas, tangas (tapa-sexo usado para cobrir as genitália das moças) – talvez as únicas, não só na América mas em todo o mundo, feitas de cerâmica.

Os objetos eram zoomorfizados (representação de animais) ou antropomorfizados (forma semelhante ao homem ou parte dele), mas também poderiam misturar as duas formas-zooantropomorfos.

Visando aumentar a resistência do barro eram agregadas outras substâncias-minerais ou vegetais: cinzas de cascas de árvores e de ossos, pó de pedra e concha e o cauixi-uma esponja silicosa que recobre a raiz de árvores, permanentemente submersas.

As peças eram acromáticas (sem uso de cor na decoração, só a tonalidade do barro queimado) e cromáticas. A coloração era obtida com o uso de engobes (barro em estado líquido) e com pigmentos de origem vegetal. Para o tom vermelho usavam o urucum, para o branco o caulim, para o preto o jenipapo, além do carvão e da fuligem.

Depois de queimada, em forno de buraco ou em fogueira a céu aberto, a peça recebia uma espécie de verniz obtido do breu do jutaí, material que propiciava um acabamento lustroso.

Nas urnas funerárias, os índios colocavam os restos de seus mortos-ossos acompanhados de objetos. Externamente, tais urnas eram decoradas com desenhos gráficos relativos às crenças e aos deuses adorados.

A decoração da Cerâmica Marajoara era feita com traços gráficos simétricos e harmoniosos, em baixo e alto relevo, entalhes, aplicações e outras técnicas.

FONTES:

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

O INÍCIO

Filatelia é o colecionismo de selos postais. No início, esses pequenos pedaços de papel eram só usados para pagar correspondência (conta-se que surgiram porque quem pagava a conta da carta passou a não querer mais e devolvia a carta). Certamente quem primeiro começou a juntar selos foi alguém que se encantou pela estampa do selo - houve também os entusiastas pois também se conta que houve quem comprasse tiras e tiras de selos para decorar paredes!!
O interesse pela figura dos selos também continua tocando crianças pelo mundo e algumas delas se tornam filatelistas. Comigo foi algo semelhante - a minha tia trabalhava num escritório e lidava com cartas. Trazia montes de selos para casa e eu passava muito tempo remexendo na caixa dos selos. Não sabia quem eram aquelas pessoas que estavam representadas como estampa dos selos. Na década de 1960, quando eu estava revirando a caixa de selos, eles eram geralmente de duas cores, até sem graça. Na década seguinte, eles ficaram mais bonitos e a partir daí, foram mais e mais bonitos de se ver e de se colecionar. Quando oficialmente comecei a montar a coleção de selos do Brasil foi algo bem tradicional - num álbum onde vinham impressos os selos emitidos em cada ano, desde 1900. O trabalho do filatelista consistia em comprar os selos, montar no hawid e depois colá-lo no lugar correspondente no álbum. Colecionar selos deste modo pode ser algo muito monotóno pois com o tempo, o colecionador passa a se preocupar em ter este ou aquele selo, o preço do selo nesta ou naquela loja filatélica, etc., etc. Assim, este modo de colecionismo passou a ser monotóno para mim até que, em minhas leituras, conheci um tipo de colecionismo interessante e instigante: o colecionismo temático. Consiste em colecionar e outros elementos filatélicos pela imagem, pelo tema do selo e daí a denominação temática. Proporciona algo fantástico que é o fazer pesquisa de um assunto que nos interessa em particular. Decidi então remontar a minha coleção de selos comemorativos brasileiros e dar-lhe outra estrutura, um modelo temático. Para tanto, elaborei um roteiro que dá uma caracterização diferenciada à minha coleção, ou seja, o roteiro de uma coleção temática dá-lhe um caráter original e pessoal que a distingue de uma outra que utilize os mesmos tipos de selos.

O presente blog, portanto, seguirá o referido roteiro que apresento em seguida.


















BRASIL EM TEMAS

1) HISTÓRIA BRASILEIRA
# Descoberta e colônia (século XVI-1822)

## O Brasil antes de Cabral
## Os descobrimentos

2) EDUCAÇÃO E CULTURA
2.1 Educação:
# cursos;
# congressos;
# escolas e colégios.

2.2 Cultura:
# música;
# literatura:
==> vultos;
==> instituições;
#pintura;
# escultura:
# teatro;
# eventos culturais;
# museus;
# cultura popular;
# arqueologia;
# cinema;
# filatelia;
# numismática;
# fotografia.

3) ESPORTES
# futebol;
## campeonatos;
==> times;
==> eventos;
==> instituições;
# basquete;
# fórmula 1;
# eventos esportivos:
==> nacionais;
==> internacionais;
# vela;
# vôlei;
# atletismo;
# xadrez.

4) MEIO AMBIENTE:
4.1 Fauna;
4.2 Flora;
4.3 Preservação do meio-ambiente;

5) RELIGIÃO:
5.1 Catolicismo:
# ordens religiosas;
# eventos:
==> congressos;
==> religiosidade popular;
==> Dia nacional de ação de graças.
# personalidades;
## visitas;
## homens e mulheres santos;
# Arquitetura religiosa;
# Natal.

5.2 Protestantismo

5.3 Espiritismo

5.4 Judaísmo.

6) SAÚDE:
# eventos;
# campanhas;
# personalidades:
# datas comemorativas;
# organizações.

7) RECURSOS ECONÔMICOS:
# Agricultura/Pecuária;
# Comércio;
# Indústria;
# Energia;
# Transportes:
## náutico;
## rodoviário;
## aéreo;
## ferroviário.

8) O BRASIL NO MUNDO

9) INSTITUIÇÕES BRASILEIRAS

10)CIÊNCIA E TECNOLOGIA.